"E Deus disse: Certamente eu serei contigo"Êxodo 3:12

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Nesse Blog, você vai aprender um pouco da Cultura Brasileira, as influências vindas na Colonização e muitas curiosidades.

O nosso objetivo é fazer conhecer o desconhecido sem preconceitos e acepção de pessoas, em uma visão totalmente Cristã, lembrando que as misturas de raças e costumes fizeram do Brasil um país totalmente vulnerável ao mundo espiritual. Aqui, você encontrará respostas para perguntas como estas:

O que significa o desenho do calçadão de Copacabana?

Por que a Praia de Copacabana no Rio de Janeiro tem este nome?

Como a Convenção Batista reagiu na época da introdução do Cristo Redentor no Corcovado?

O que quer dizer Sincretismo Religioso?

O que diz a Bíblia com relação ao mundo espiritual?

De onde vem a Capoeira?

O que é Infanticídio?

O que é Infanticídio Indígena?

Navegue na história Brasileira!

Será um prazer tê-lo como nosso seguidor e não esqueça de deixar o seu comentário, afinal a sua opinião é muito importante para nós independente do seu credo religioso!

Trailler do Filme Navio Negreiro

O Filme Navio Negreiro... Relata as dezenas de escravos se libertam das correntes e assumem o comando do navio negreiro La Amistad. Eles sonham retornar para a África, mas desconhecem a navegação e se vêem obrigados a confiar em dois tripulantes sobreviventes, que os enganam e assumem o comando.

Os Negros foram massacrados e humilhados, viveram nas Senzalas.

Senzala é resultado de sofrimento, de dor e morte, Senzala é maldição!

Ser Negro vai muito mais que esse passado doloroso que é mostrado, ser negro é ser filho de Deus!

Por isso, quando você ver um negro tenha orgulho dele e do quanto através dele a África influenciou o Brasil com sua Cultura. Lembre-se que a Cultura Africana é muito mais que uma Senzala. Escravidão nunca foi e nunca será um propósito de Deus, mas, do nosso único inimigo Satanás.



“Antes importa obedecer a Deus do que aos Homens”

A Bíblia nos ensina que não existe outro Deus, que somente através de Jesus se chega até ele.

Nos evangelhos dos apóstolos no Novo Testamento, Jesus diz: "Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vem ao pai se não por mim", "Na vida cabe morrer uma só vez, depois disso o juízo final". Então podemos ver que se quisermos chegar a Deus temos que conhecer a Jesus e aceitá-lo como nosso único e perfeito salvador e se morremos não voltaremos para ver nem contar nada a ninguém.

Uma vez com Jesus não precisamos buscar a ninguém para chegarmos a Deus, porque somente ele nos leva ao pai.

Assim disse Jesus: "Aquele que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu pai", e ainda diz mais; “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar o outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro.” Mateus 6: 24. Por isso precisamos estar seguros em quem e em que confiamos para não tropeçar!

Se a Bíblia nos relata que morremos uma só vez a questão da reencarnação, da volta dos antepassados e da mediunidade cai imediatamente por terra. Ela fala também que somente Jesus Cristo é o caminho para se chegar a Deus, a crença em imagens de escultura de qualquer pessoa, animal ou mesmo ancestral, chamado de santo ou de deus cai por terra.

A Bíblia deixa claro ser contra a adoração à imagens de escultura uma vez que questiona estes deuses , que tem olhos mas não vêem, tem bocas mas não falam, tem pernas mas não andam! Como Deus que se fez carne, Jesus, morreu ressuscitou e hoje vive. Ele está entre nós através do Espírito Santo. Este sim é o único e verdadeiro espírito que provem de Deus. A partir disso, você vai analisar as reportagens que aqui estão postadas e através dessas informações, comece a pensar onde realmente está a "verdadeira verdade" e até que ponto tudo pode ser Cultura!

Entenda agora o que é Cultura: A palavra Cultura, segundo o dicionário Aurélio, pode ser definida como o conjunto formado pela linguagem, crenças, hábitos, pensamento e arte de um povo.

Esse conjunto de coisas transforma o conhecimento em costumes e dá formas aos estilos de vida. O grau de cultura de cada indivíduo o torna responsável pelas suas ações.

Isso quer dizer que devemos aprender informar e conhecer um pouco de tudo, reter somente o que realmente for bom.

Ai você me pergunta: Mas o que é bom? O bom para nós somente Deus pode saber, é por isso que devemos nos orientar através da Bíblia.

Na Bíblia você encontra respostas para todas as perguntas, sua importância é tão grande que até as leis dos U.S.A, foram fundamentadas na palavra de Deus. Através dela vamos falar onde esta o perigo pela influência que o Brasil sofreu na colonização e hoje são vistas como Cultura. Satanás não esta interessado em te assustar, mas em te enganar, ele quer te envolver pela vaidade e ganhar adeptos. Nos tempos modernos seu alvo é a Cultura! Por isso esteja atento!

A Cultura Brasileira reflete os vários povos que constituem a demografia desse país sul americano: os indígenas, europeus, africanos, asiáticos, árabes etc. Como resultado da intensa miscigenação e convivência dos povos que participaram da formação do Brasil, surgiu uma realidade cultural peculiar, que inclui aspectos das várias culturas principalmente portugueses e africanos. Os africanos contribuíram para a cultura brasileira em uma enormidade de aspectos: dança música, religião, culinária e idioma. Essa influência se faz notar em grande parte do país; em certos estados como Bahia, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

A cultura afro-brasileira é particularmente destacada em virtude da migração dos escravos, os bantos (Angola, Congo, Moçambique) os Nagôs e Jêjes (Povo Yorubá), que trouxeram influências como: o candomblé, a umbanda, a capoeira, o acarajé, assim como os europeus na devoção a imagens, a crença no espiritismo e muitas outras influências como as indígenas. Hoje, existe no Brasil uma mistura de raças, crenças e costumes que fazem parte da história Brasileira, mas muitas delas contradizem a palavra de Deus e se destacam como "Cultura".

SEMINÁRIO CONHECENDO A CULTURA DO INIMIGO

SEMINÁRIO CONHECENDO A CULTURA DO INIMIGO

CONHECENDO A CULTURA DO INIMIGO

"Conhecendo a Cultura do Inimigo" é um seminário que nasceu no ano de 2010 cheio de novidades e revelações.

Após muitas pesquisas e estudos dentro da palavra, é chegada a hora. Você não pode ficar de fora.

Ele conta com apostila, reportagens, filmes, documentários e testemunhos que comprovam tudo que será dito.

Entre em contato conosco e agende uma data em sua Igreja.

Jesus te abençõe.

Obs: Adquira a apostila do seminário com estas e muitas outras curiosidades. Com certeza você vai viajar nos bastidores da Cultura Brasileira! Entre em contato conosco pelo email abaixo.

Email: conhecendoaculturadoinimigo@hotmail.com

PR. JORGE LINHARES

PR. JORGE LINHARES
PR. JORGE LINHARES

“A nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra principados, potestades, contra dominadores desse mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6.12).

Queridos Irmãos,

Satanás todos os dias se levanta contra a família brasileira, passamos da época em que ele era visto como uma bruxa de vassoura, nariz grande e vestida de preto como nos contos das estórias infantis.

Hoje as bruxas são garotas lindas, meninos com cara de anjos, como na série dos filmes Harry Potter. Nos dias atuais, Satanás aparece no vício, na corrupção, na marginalidade, na sensualidade das novelas, propagandas, nos filmes e na Cultura.

A queda de autoridades como líderes religiosos e políticos tornou-se comum diante dos nossos olhos. Graças a Deus, como diz a bíblia, existe sete mil que não dobraram seus joelhos a Baal e por causa de pessoas santas, essa terra não se torna como Sodoma e Gomorra.

Através de pessoas consagradas e da revelação do Espírito Santo, materiais como este chega as suas mãos e faz com que milhares de pessoas não sejam enganadas porque, têm Jesus como Senhor e Salvador.

Nessa página, sua vida será iluminada, ungida e você vai discernir as obras de satanás, identificá-lo e expulsá-lo, porque está escrito que Jesus Cristo veio para desfazer todas as obras do diabo.

Deus te abençoe e que você se torne cada vez mais um guerreiro capacitado para derrotar satanás, em nome de Jesus. Amém.

Pr. Jorge Linhares

(Pastor da Igreja Batista Getsêmani e Presidente do Conselho de Pastores de Minas Gerais e Vice Presidente do FENASP)

Moisés Di Souza

Moisés Di Souza
Moisés Di Souza

Pr. Moisés Di Souza (Produtor Musical e Cultural, Coordenador Nacional do FENASP )

Há algum tempo venho militando no meio Artístico-Cultural, em vários segmentos.

Produzo espetáculos musicais, discos e componho músicas. Sempre que posso articulo uma forma de levar o melhor dos artistas Cristãos para nossa sociedade que carece de vinho novo.

Quando olho para a vida do Apóstolo Paulo, fico assustado com o potencial Cultural daquele homem e principalmente como foi ousado e verdadeiro, pois ele havia estudado aos pés de Gamaliel (Atos 5.34) um dos maiores mestres de sua época. Será que Paulo deixou de usar o que aprendeu por causa do que iriam pensar ou achar os seus acusadores da época? Ou será que deixou-nos o maior de todos os exemplos quando se trata de usar a Cultura a favor do Reino de Deus, quando Diz: Fiz-me de tudo para com todos, para de alguma forma alcançar alguns?

Ou você pensa que Moisés desfez de tudo que aprendeu no Egito, para não contrariar seus irmãos judeus que eram escravos? Claro que não. Tudo que Paulo (Roma) e Moisés (Egito) aprenderam enquanto escravos do sistema em que viviam, serviu-lhes como base de conhecimento para combater as acusações e também rebater todo argumento satânico que ambos vivenciaram. Se não fosse assim, nem Moisés teria escrito o Pentateuco (os primeiros cinco livros da Bíblia) e nem Paulo teria escrito a maior parte do Novo Testamento. Em outras palavras, é como usar veneno de cobra para a fabricação de soro antiofídico. Assim, pois, usemos todo o conhecimento cultural que temos, para produzir, conversar, tocar, cantar, pregar, compor e expressar toda forma de comunicação, para chegar ao nosso alvo.

Enfim, ser Culto não é pecado. “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós (II Cor. 4.7)”. Pense nisto!

Pr. Moisés Di Souza (Produtor Musical e Cultural)

Juliana Sôlha e Moisés Di Souza

Juliana Sôlha e Moisés Di Souza
Juliana Sôlha e Moisés Di Souza - FENASP - Belo Horizonte

Queridos Irmãos,

É com muita tranqüilidade que estamos no ar através desse Blog trazendo informações que muitos de vocês não tenham conhecimento. Nosso intuito é informar e mostrar que Cultura vai muito além do que tem sido proposto.

Estamos aqui apoiados e assessorados pelo FENASP (Fórum Evangélico Nacional de Ações Sociais e Políticas) e estaremos sempre trazendo novidades, inclusive informando a vocês sobre as leis que estão tramitando no Congresso Nacional.

Seja nosso seguidor e se você tem alguma dúvida nos escreva e deixe seu contato. Atenciosamente

Juliana Sôlha

Palestrante do Seminário Conhecendo a Cultura do Inimigo

(Coordenação Nacional de Cultura e Educação FENASP)

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sábado, 15 de janeiro de 2011

Medidas que estão sendo tomadas em relação a essa Cultura


“Projeto de emenda constitucional de autoria do deputado Pompeu de Mattos” 

PEC visa inibir infanticídio étnico-cultural por indígenas
Gilberto Nascimento 

Pompeu de Mattos ressalta que fazer respeitar o direito à vida humana entre os índios não constitui afronta a sua cultura.

A Câmara analisa a Proposta de Emenda Constitucional 303/08, do deputado Pompeu de Mattos (PDT-RS), que condiciona o respeito aos direitos indígenas de organização social, costumes, línguas, crenças e tradições ao respeito à vida.
De acordo com o autor, a intenção é inibir a prática de infanticídio de ordem étnico-cultural, seja em caso de aborto seja em caso de homicídios de recém-nascidos.

“Fazer respeitar o direito à vida humana entre os indígenas não constitui desrespeito ou afronta a sua Cultura, mas, pelo contrário, configura respeito a sua particularidade Cultural no âmbito da sociedade brasileira, a qual, por meio da Carta Constitucional de 1988, considera inviolável o direito à vida de todos os brasileiros, inclusive os indígenas, e estrangeiros", argumenta o autor.

No entendimento do deputado, ao não reforçar o respeito ao direito à vida no artigo 231, que trata dos direitos indígenas, a Constituição Federal deixa entender que as práticas de homicídio em contexto étnico-cultural específico, tais como o infanticídio, são aceitas pelo ordenamento constitucional.


Tramitação
A proposta terá a admissibilidade analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se for aprovada, será examinada por uma comissão especial e, posteriormente, precisa ser votada em dois turnos pelo Plenário.

Fonte: http://www.hakani.org/pt/news_congresso.asp
Câmara dos Deputados exibe documentário HAKANI

Na manhã do dia 27 de novembro, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados promoveram uma audiência publica com a exibição oficial do documentário HAKANI, do cineasta americano David Cunningham, que aborda a questão do infanticídio nas comunidades indígenas do Brasil.
A iniciativa da Comissão contou com o apoio das organizações indígenas que integram o movimento indígena a favor da vida - FUNSAX, FOCCITT, CONPLEI, IACIB e ATINI, e trouxe ao auditório Freitas Nobre líderes indígenas de diversas etnias, todos eles comprometidos com Direitos Humanos e com o bem-estar de suas crianças.

Após a exibição do filme, o Deputado Sebastião Rocha Bala homenageou os atores mirins que trabalharam no documentário e reafirmou o compromisso da Câmara dos Deputados com os indígenas e com esta causa.
O Deputado prometeu apoio absoluto da CDHM às organizações indígenas que lutam para que os direitos de suas crianças sejam garantidos.
Os líderes indígenas Eli Ticuna e Edson Bakairi proferiram discursos brilhantes e emocionados, deixando bem claro que a luta pela vida das crianças indígenas é uma causa que é deles, e que eles não admitem mais que a situação do infanticídio seja ignorada pelos órgãos indigenistas.

No final da apresentação, Diva Kajabi, presidente da FUNSAX, exibiu um trecho do discurso do Cacique Aritana Yawalapiti, um dos líderes mais respeitados do Xingu.
"Nós estamos sempre fazendo reunião para tratar do rio, da madeira, dos minérios - a única coisa que nós não estamos prestando atenção é nas nossas crianças. Nós temos que compreender que isso é muito triste. Isso agora não pode mais acontecer." (Cacique Aritana, após assisitir o documentário Hakani.)

Fonte: http://www.hakani.org/pt/noticias_camara_exibe_documentario.asp
O povo Suruwahá

O povo Suruwahá vive no Brasil, na parte oeste da Região Amazônica.

Durante os últimos 100 anos este pequeno grupo de cerca de 120 pessoas teve contatos esporádicos com o mundo exterior. Enquanto alguns desses encontros foram positivos, em sua maioria foram devastadores.

Há várias gerações passadas, intrusos massacraram a maioria dos pajés Suruwahas. O único pajé sobrevivente deixou um terrível legado para este povo. Ele ensinou-lhes que um povo sem direção espiritual não tem esperança a não ser pelo suicídio. Assim que vaticinou o futuro do povo em um suicídio em massa comeu uma raiz venenosa e sofrendo uma morte rápida e dolorosa. Desde então, o suicídio se tornou o método Suruwaha mais comum para se lidar com a dor e a raiva. Hoje, é a maior causa das mortes entre este povo.

Apesar deste passado de dor, para os Suruwaha, beleza e força são dois dos aspectos mais importantes da vida. Estes valores são demonstrados claramente durante a cerimônia da puberdade onde cada jovem rapaz aprende que receberá honra e respeito se conseguir suportar a dor e liderar seu povo. Tais costumes geram a esperança de que um dia os Suruwaha irão recuperar o otimismo e o respeito próprio e decidir lutar contra o caminho de morte que se tornou para eles a única resposta ao sofrimento
Porque alguns antropólogos se opõem ao diálogo entre as culturas e a todo tipo de interferência?
Muitos antropólogos estão presos ao Relativismo Cultural radical e atuma visão romantizada de “pureza cultural”.
Segundo a antropóloga professora e doutora Ana Keila Mosca Pinezi, da Universidade Federal do ABC Paulista, o relativismo cultural representou, durante algum tempo, uma teoria antropológica que gozava de certa hegemonia e respondia a toda e qualquer questão relacionada a padrões culturais.
“O relativismo se opôs ao etnocentrismo extremado”, explica, referindo-se à corrente que classificava os valores da chamada civilização branca superiores a quaisquer outros - um evidente equívoco. “No entanto, sabe-se hoje, que o relativismo é mais uma teoria, entre outras, e que não pode ser tomada como uma verdade absoluta capaz de fechar a questão sobre valores culturais distintos.”

2. As sociedades indígenas têm o direito de mudar alguns aspectos de sua cultura?
A cultura é dinâmica e toda sociedade está em constante processo de mudança. Segundo Eli Ticuna, o índio é “o sujeito, arquiteto, e responsável construtor de sua cultura.”
Segundo a Dra. Keila Pinezi, “Mudanças culturais, no seio de uma sociedade, são inevitáveis.
Mais do que isso, são uma forma saudável de a sociedade sobreviver e continuar seu processo de construção contínua da identidade. O contato inter-étnico pode propiciar avanços e abrir horizontes das sociedades para repensarem seus valores e práticas.”


3. As sociedades indígenas se preocupam com a questão do infanticídio?
Sempre existiram, dentro das sociedades indígenas, pessoas que discordaram do sacrifício de crianças. Isso pode ser facilmente constatado em registros históricos e pesquisas etnográficas. Sempre houve mulheres, mães, que preferiram se opuser à tradição e decidiram criar seus filhos.

Algumas pagaram caro pela decisão que fizeram, mas mesmo assim lutaram para exercer sua autonomia.
Nos últimos anos, várias iniciativas, partidas de indígenas de diversas etnias, confirmam o desejo das sociedades indígenas de abandonar a prática do infanticídio.
Podemos citar o projeto “Casa do Kunumim Xinguano”, coordenado por seis líderes do parque Xingu, que pretende acolher crianças rejeitadas nas suas aldeias.
Há os casos das mulheres suruwahá, que se tornaram nacionalmente conhecidas pela luta que travaram pela vida de seus bebês. Um caso interessante é o da indígena Kamiru Kamayurá, que resgatou um bebê enterrado pela própria mãe, e que vem lutando para convencer mulheres de sua aldeia a abandonar essa prática. Por suas atitudes, Kamiru foi homenageada publicamente em cerimônia oficial no Congresso Nacional em maio de 2007.
Outro exemplo recente é o de Marité Txicão, da etnia Ikpeng e agente de saúde. Ele, juntamente com sua esposa Tximagu, pediu ajuda à organização Atini - Voz pela vida, para que seus filhos trigêmeos não fossem sacrificados.


4. Que tipo de ações poderia ser adotado na erradicação do infanticídio? 
O diálogo respeitoso entre as sociedades é um poderoso agente de mudança. Qualquer ação que venha a ser tomada no sentido de erradicar o infanticídio deve partir, preferencialmente, do diálogo inter-étnico e das próprias comunidades indígenas. Indígenas como Eli Ticuna, Pajé Kajabi, Iré Kajabi, Kamiru Kamayurá, Mateus Terena, Otacília Lemos e outros deveriam ser empoderados para que pudessem atuar como agentes legítimos de mudança e transformação social.

Os Conselhos Tutelares poderiam realizar seminários e formar agentes indígenas de defesa de direitos das crianças, para que estes, munidos de conhecimento da lei e dos mecanismos de proteção legalmente disponíveis, estabelecessem esse diálogo com as comunidades indígenas.


5. Toda criança brasileira tem o direito de contar com a proteção da lei. Com as crianças indígenas é diferente? 
O direito de proteção à vida é um direito fundamental e independe da etnia da criança. O direito à vida das crianças indígenas já é garantido por lei, tanto pela legislação internacional (Convenção dos Direitos da Criança, da ONU, da qual o Brasil é signatário), quanto pela Constituição Brasileira e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Até mesmo a questão do conflito entre o direito à diversidade cultural e os direitos humanos fundamentais já foi resolvido através da promulgação do Decreto 5051, assinado pelo Presidente Lula em 19 de abril de 2004. Esse decreto esclarece que as práticas tradicionais indígenas devem ser preservadas até o ponto onde essas não violem direitos humanos fundamentais, como o direito à vida.


6. Mas será que o Estatuto da Criança e do Adolescente se aplica às crianças indígenas? 
A posição de Vilmar Guarani, advogado indígena e Diretor-Geral de Defesa dos Direitos Indígenas da FUNAI são claros. Na palestra “Aspectos Jurídicos para a aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente aos Povos Indígenas do Brasil” sua posição foi contundente com relação à aplicação da ECA.

Segundo documento da oficina “O Estatuto da Criança e do Adolescente e as Populações Infanto-Juvenis Indígenas”, realizada pelo CONANDA em Brasília, nos dias 22 e 23 de novembro de 2004, Vilmar Guarani “manifestou entendimento de que o Estatuto da Criança e do Adolescente é aplicável aos povos indígenas, ressalvados os usos, costumes e tradições em conformidade com a Constituição Federal e a legislação internacional”.


7. De que maneira a Lei Muwaji, como ficou conhecido o Projeto de Lei 1057/2007, pode ajudar na erradicação do infanticídio? 
Está claro que o problema da perpetuação da prática do infanticídio não é basicamente um problema jurídico, mas sim uma questão bioética. Mesmo assim, iniciativas como a do Deputado Henrique Afonso, do PT, que vem do Acre e já tem uma trajetória de apoio à causa indígena, podem ajudar.

A Lei Muwaji propõe a obrigatoriedade da notificação nos casos de crianças em risco de infanticídio. A falta de dados confiáveis é sem dúvida um dos maiores entraves à erradicação dessa prática. A Lei Muwaji propõe também a implementação de programas de educação em direitos humanos nas sociedades indígenas e o aprofundamento do diálogo inter-étnico com vistas à garantia da qualidade de vida e dignidade de crianças que são vulneráveis em suas comunidades.
Além disso, a Lei Muwaji, mesmo antes de ser aprovada, já vem despertando o interesse da sociedade e da mídia nacional e internacional para o assunto, como o noticiário inglês Telegraph, a revista inglesa Reveals, a BBC de Londres, o documentário da tevê holandesa EO, as revistas Veja, Isto É e outras. O aprofundamento desse debate, em si, já produz frutos na conscientização da sociedade para a importância da aplicação do princípio da prioridade absoluta, preconizado pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, na defesa das crianças brasileiras, independente de etnia.


“Nossa cultura não é estável nem é violência corrigir o que é ruim. Violência é continuar permitindo que crianças sejam mortas.” 
Débora Tan Huare, Wapixana, representante do Departamento de Mulheres da Coiab



“A lei não é uma varinha de condão. Mas sem ela fica difícil animar as vontades. “
Paulo Sérgio Pinheiros, cientista político

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