"E Deus disse: Certamente eu serei contigo"Êxodo 3:12

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Obrigada por nos visitar!

Nesse Blog, você vai aprender um pouco da Cultura Brasileira, as influências vindas na Colonização e muitas curiosidades.

O nosso objetivo é fazer conhecer o desconhecido sem preconceitos e acepção de pessoas, em uma visão totalmente Cristã, lembrando que as misturas de raças e costumes fizeram do Brasil um país totalmente vulnerável ao mundo espiritual. Aqui, você encontrará respostas para perguntas como estas:

O que significa o desenho do calçadão de Copacabana?

Por que a Praia de Copacabana no Rio de Janeiro tem este nome?

Como a Convenção Batista reagiu na época da introdução do Cristo Redentor no Corcovado?

O que quer dizer Sincretismo Religioso?

O que diz a Bíblia com relação ao mundo espiritual?

De onde vem a Capoeira?

O que é Infanticídio?

O que é Infanticídio Indígena?

Navegue na história Brasileira!

Será um prazer tê-lo como nosso seguidor e não esqueça de deixar o seu comentário, afinal a sua opinião é muito importante para nós independente do seu credo religioso!

Trailler do Filme Navio Negreiro

O Filme Navio Negreiro... Relata as dezenas de escravos se libertam das correntes e assumem o comando do navio negreiro La Amistad. Eles sonham retornar para a África, mas desconhecem a navegação e se vêem obrigados a confiar em dois tripulantes sobreviventes, que os enganam e assumem o comando.

Os Negros foram massacrados e humilhados, viveram nas Senzalas.

Senzala é resultado de sofrimento, de dor e morte, Senzala é maldição!

Ser Negro vai muito mais que esse passado doloroso que é mostrado, ser negro é ser filho de Deus!

Por isso, quando você ver um negro tenha orgulho dele e do quanto através dele a África influenciou o Brasil com sua Cultura. Lembre-se que a Cultura Africana é muito mais que uma Senzala. Escravidão nunca foi e nunca será um propósito de Deus, mas, do nosso único inimigo Satanás.



“Antes importa obedecer a Deus do que aos Homens”

A Bíblia nos ensina que não existe outro Deus, que somente através de Jesus se chega até ele.

Nos evangelhos dos apóstolos no Novo Testamento, Jesus diz: "Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vem ao pai se não por mim", "Na vida cabe morrer uma só vez, depois disso o juízo final". Então podemos ver que se quisermos chegar a Deus temos que conhecer a Jesus e aceitá-lo como nosso único e perfeito salvador e se morremos não voltaremos para ver nem contar nada a ninguém.

Uma vez com Jesus não precisamos buscar a ninguém para chegarmos a Deus, porque somente ele nos leva ao pai.

Assim disse Jesus: "Aquele que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu pai", e ainda diz mais; “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar o outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro.” Mateus 6: 24. Por isso precisamos estar seguros em quem e em que confiamos para não tropeçar!

Se a Bíblia nos relata que morremos uma só vez a questão da reencarnação, da volta dos antepassados e da mediunidade cai imediatamente por terra. Ela fala também que somente Jesus Cristo é o caminho para se chegar a Deus, a crença em imagens de escultura de qualquer pessoa, animal ou mesmo ancestral, chamado de santo ou de deus cai por terra.

A Bíblia deixa claro ser contra a adoração à imagens de escultura uma vez que questiona estes deuses , que tem olhos mas não vêem, tem bocas mas não falam, tem pernas mas não andam! Como Deus que se fez carne, Jesus, morreu ressuscitou e hoje vive. Ele está entre nós através do Espírito Santo. Este sim é o único e verdadeiro espírito que provem de Deus. A partir disso, você vai analisar as reportagens que aqui estão postadas e através dessas informações, comece a pensar onde realmente está a "verdadeira verdade" e até que ponto tudo pode ser Cultura!

Entenda agora o que é Cultura: A palavra Cultura, segundo o dicionário Aurélio, pode ser definida como o conjunto formado pela linguagem, crenças, hábitos, pensamento e arte de um povo.

Esse conjunto de coisas transforma o conhecimento em costumes e dá formas aos estilos de vida. O grau de cultura de cada indivíduo o torna responsável pelas suas ações.

Isso quer dizer que devemos aprender informar e conhecer um pouco de tudo, reter somente o que realmente for bom.

Ai você me pergunta: Mas o que é bom? O bom para nós somente Deus pode saber, é por isso que devemos nos orientar através da Bíblia.

Na Bíblia você encontra respostas para todas as perguntas, sua importância é tão grande que até as leis dos U.S.A, foram fundamentadas na palavra de Deus. Através dela vamos falar onde esta o perigo pela influência que o Brasil sofreu na colonização e hoje são vistas como Cultura. Satanás não esta interessado em te assustar, mas em te enganar, ele quer te envolver pela vaidade e ganhar adeptos. Nos tempos modernos seu alvo é a Cultura! Por isso esteja atento!

A Cultura Brasileira reflete os vários povos que constituem a demografia desse país sul americano: os indígenas, europeus, africanos, asiáticos, árabes etc. Como resultado da intensa miscigenação e convivência dos povos que participaram da formação do Brasil, surgiu uma realidade cultural peculiar, que inclui aspectos das várias culturas principalmente portugueses e africanos. Os africanos contribuíram para a cultura brasileira em uma enormidade de aspectos: dança música, religião, culinária e idioma. Essa influência se faz notar em grande parte do país; em certos estados como Bahia, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

A cultura afro-brasileira é particularmente destacada em virtude da migração dos escravos, os bantos (Angola, Congo, Moçambique) os Nagôs e Jêjes (Povo Yorubá), que trouxeram influências como: o candomblé, a umbanda, a capoeira, o acarajé, assim como os europeus na devoção a imagens, a crença no espiritismo e muitas outras influências como as indígenas. Hoje, existe no Brasil uma mistura de raças, crenças e costumes que fazem parte da história Brasileira, mas muitas delas contradizem a palavra de Deus e se destacam como "Cultura".

SEMINÁRIO CONHECENDO A CULTURA DO INIMIGO

SEMINÁRIO CONHECENDO A CULTURA DO INIMIGO

CONHECENDO A CULTURA DO INIMIGO

"Conhecendo a Cultura do Inimigo" é um seminário que nasceu no ano de 2010 cheio de novidades e revelações.

Após muitas pesquisas e estudos dentro da palavra, é chegada a hora. Você não pode ficar de fora.

Ele conta com apostila, reportagens, filmes, documentários e testemunhos que comprovam tudo que será dito.

Entre em contato conosco e agende uma data em sua Igreja.

Jesus te abençõe.

Obs: Adquira a apostila do seminário com estas e muitas outras curiosidades. Com certeza você vai viajar nos bastidores da Cultura Brasileira! Entre em contato conosco pelo email abaixo.

Email: conhecendoaculturadoinimigo@hotmail.com

PR. JORGE LINHARES

PR. JORGE LINHARES
PR. JORGE LINHARES

“A nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra principados, potestades, contra dominadores desse mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6.12).

Queridos Irmãos,

Satanás todos os dias se levanta contra a família brasileira, passamos da época em que ele era visto como uma bruxa de vassoura, nariz grande e vestida de preto como nos contos das estórias infantis.

Hoje as bruxas são garotas lindas, meninos com cara de anjos, como na série dos filmes Harry Potter. Nos dias atuais, Satanás aparece no vício, na corrupção, na marginalidade, na sensualidade das novelas, propagandas, nos filmes e na Cultura.

A queda de autoridades como líderes religiosos e políticos tornou-se comum diante dos nossos olhos. Graças a Deus, como diz a bíblia, existe sete mil que não dobraram seus joelhos a Baal e por causa de pessoas santas, essa terra não se torna como Sodoma e Gomorra.

Através de pessoas consagradas e da revelação do Espírito Santo, materiais como este chega as suas mãos e faz com que milhares de pessoas não sejam enganadas porque, têm Jesus como Senhor e Salvador.

Nessa página, sua vida será iluminada, ungida e você vai discernir as obras de satanás, identificá-lo e expulsá-lo, porque está escrito que Jesus Cristo veio para desfazer todas as obras do diabo.

Deus te abençoe e que você se torne cada vez mais um guerreiro capacitado para derrotar satanás, em nome de Jesus. Amém.

Pr. Jorge Linhares

(Pastor da Igreja Batista Getsêmani e Presidente do Conselho de Pastores de Minas Gerais e Vice Presidente do FENASP)

Moisés Di Souza

Moisés Di Souza
Moisés Di Souza

Pr. Moisés Di Souza (Produtor Musical e Cultural, Coordenador Nacional do FENASP )

Há algum tempo venho militando no meio Artístico-Cultural, em vários segmentos.

Produzo espetáculos musicais, discos e componho músicas. Sempre que posso articulo uma forma de levar o melhor dos artistas Cristãos para nossa sociedade que carece de vinho novo.

Quando olho para a vida do Apóstolo Paulo, fico assustado com o potencial Cultural daquele homem e principalmente como foi ousado e verdadeiro, pois ele havia estudado aos pés de Gamaliel (Atos 5.34) um dos maiores mestres de sua época. Será que Paulo deixou de usar o que aprendeu por causa do que iriam pensar ou achar os seus acusadores da época? Ou será que deixou-nos o maior de todos os exemplos quando se trata de usar a Cultura a favor do Reino de Deus, quando Diz: Fiz-me de tudo para com todos, para de alguma forma alcançar alguns?

Ou você pensa que Moisés desfez de tudo que aprendeu no Egito, para não contrariar seus irmãos judeus que eram escravos? Claro que não. Tudo que Paulo (Roma) e Moisés (Egito) aprenderam enquanto escravos do sistema em que viviam, serviu-lhes como base de conhecimento para combater as acusações e também rebater todo argumento satânico que ambos vivenciaram. Se não fosse assim, nem Moisés teria escrito o Pentateuco (os primeiros cinco livros da Bíblia) e nem Paulo teria escrito a maior parte do Novo Testamento. Em outras palavras, é como usar veneno de cobra para a fabricação de soro antiofídico. Assim, pois, usemos todo o conhecimento cultural que temos, para produzir, conversar, tocar, cantar, pregar, compor e expressar toda forma de comunicação, para chegar ao nosso alvo.

Enfim, ser Culto não é pecado. “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós (II Cor. 4.7)”. Pense nisto!

Pr. Moisés Di Souza (Produtor Musical e Cultural)

Juliana Sôlha e Moisés Di Souza

Juliana Sôlha e Moisés Di Souza
Juliana Sôlha e Moisés Di Souza - FENASP - Belo Horizonte

Queridos Irmãos,

É com muita tranqüilidade que estamos no ar através desse Blog trazendo informações que muitos de vocês não tenham conhecimento. Nosso intuito é informar e mostrar que Cultura vai muito além do que tem sido proposto.

Estamos aqui apoiados e assessorados pelo FENASP (Fórum Evangélico Nacional de Ações Sociais e Políticas) e estaremos sempre trazendo novidades, inclusive informando a vocês sobre as leis que estão tramitando no Congresso Nacional.

Seja nosso seguidor e se você tem alguma dúvida nos escreva e deixe seu contato. Atenciosamente

Juliana Sôlha

Palestrante do Seminário Conhecendo a Cultura do Inimigo

(Coordenação Nacional de Cultura e Educação FENASP)

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Reportagem no Site da Uol sobre Índios suspeitos de Canibalismo


11/02/2009
Índios suspeitos de canibalismo no Amazonas Agência Folha 

ENVIRA (AM) - Ao menos cinco índios da etnia culina são suspeitos de matarem um jovem não-índio de 21 anos, esquartejá-lo e de comerem seus órgãos, em Envira, no Amazonas.

Outros dois índios, que disseram ter testemunhado o crime e o pajé, líder da tribo, afirmaram à polícia que houve prática de canibalismo.

Segundo a Funai (Fundação Nacional do Índio), a prática, se confirmada, é inédita entre os culinas, que mantêm contato com não-indígenas desde o século 19. O órgão também investigará o caso.

No último dia 3, a vítima, Océlio de Carvalho, 21, conduzia um boi, quando foi convidado pelos índios para ir até a aldeia Cacau, a cerca de 5 quilômetros do centro de Envira, segundo relato de testemunhas ao sargento da Polícia Militar José Carlos da Silva, que assume a função de delegado local.

"Ele tinha uma leve deficiência mental. Era como criança, para onde chamavam ele ia. Não tinha nenhuma desavença com os índios", disse Francisco Eudo, tio da vítima.

De acordo com o sargento Silva, o grupo de culinas parou em uma ponte da aldeia e começou a beber o que chamam de "cabeça azul", álcool utilizado em limpeza. "Quando a vítima foi beber o álcool, um dos índios deu a primeira furada. Ele levou no mínimo 80 facadas."

Ainda segundo o relato das testemunhas ao sargento, os culinas partiram o corpo do jovem em dois e comeram o fígado, o coração e uma parte da coxa. "Os dois índios que se recusaram a matar disseram que os órgãos foram comidos com uma espécie de farofa. Um desses índios pediu para que não matassem o rapaz e está sendo ameaçado de morte", afirmou.

Como a Polícia Militar não pode entrar na aldeia sem autorização da Funai, os familiares de Carvalho recolheram o corpo. O inquérito policial está na fase final e os índios devem ser indiciados por homicídio.

Fonte: http://www.agora.uol.com.br/brasil/ult10102u502089.shtml

Canibalismo Indígena

Algumas tribos indígenas eram canibais como, por exemplo, os tupinambás que habitavam o litoral da região sudeste do Brasil.
A antropofagia era praticada, pois acreditavam que ao comerem carne humana do inimigo estariam incorporando a sabedoria, valentia e conhecimentos. Desta forma, não se alimentavam da carne de pessoas fracas ou covardes.
A prática do canibalismo era feira em rituais simbólicos.
Esta cultura ainda existe em algumas tribos.

Quem é o Pajé na Tribo Indígena

O pajé é o sacerdote da tribo, pois conhece todos os rituais e recebe as mensagens dos deuses. Ele também é o curandeiro, pois conhece todos os chás e ervas para curar doenças.
Ele que faz o ritual da pajelança, onde evoca os deuses da floresta e dos ancestrais para ajudar na cura.
Cada nação indígena possuía crenças e rituais religiosos diferenciados. Porém, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados.
Para estes deuses e espíritos, faziam rituais, cerimônias e festas.
O pajé era o responsável por transmitir estes conhecimentos aos habitantes da tribo.
Algumas tribos chegavam a enterrar o corpo dos índios em grandes vasos de cerâmica, onde além do cadáver ficavam os objetos pessoais.
Isto mostra que estas tribos acreditavam numa vida após a morte.

Folha de São Paulo aborda Infanticídio


"Cultura do Inimigo"

Infanticídio põe em xeque respeito à tradição indígena

Folha de São Paulo, domingo, 06 de abril de 2008
ANA PAULA BONI, DA REDAÇÃO

ONG levanta debate sobre direito à vida; antropólogos condenam imposição de lei e defendem que mudança ocorra por meio do diálogo

Em cerca de 20 das mais de 200 etnias do país, costume leva à morte gêmeos, filhos de mães solteiras e crianças com deficiência

Mayutá, índio de quase dois anos de idade, deveria estar morto por conta da tradição de sua etnia kamaiurá. Na lei de sua tribo, gêmeos devem ser mortos ao nascer porque são sinônimo de maldição. Paltu Kamaiurá, 37, enviou seu pai, pajé, às pressas para a casa da família de sua mulher, Yakuiap, ao saber que ela havia dado à luz a gêmeos. Mas um deles já tinha sido morto pela família da mãe.

Paltu enfrentou discriminação da tribo, para a qual a criança amaldiçoaria a aldeia. Relutou, porém, em sair do parque do Xingu (MT), onde vive sua etnia e outras 13, muitas das quais praticam o infanticídio.

No ano passado, ele soube do trabalho da ONG Atini, que combate a prática, por meio de sua irmã Kamiru, que desenterrou o menino Amalé, condenado a morrer por ser filho de mãe solteira. Kamiru teve contato com a entidade em Brasília, ao buscar tratamento médico para o filho adotivo.

Paltu pediu ajuda à ONG para conscientizar os índios de sua aldeia. A entidade foi criada há cerca de dois anos pelos lingüistas Márcia e Edson Suzuki, que em 2001 adotaram Hakani, 12. Devido à desnutrição em decorrência de hipotireoidismo congênito, que seus pais acreditavam ser uma maldição, Hakani, da etnia suruarrá, deveria morrer. Foi salva pelo irmão.

É Hakani que dá nome ao documentário dirigido pelo diretor e produtor norte-americano David L. Cunningham, que está em fase de finalização e deve ser lançado neste mês no Brasil e nos Estados Unidos. Rodado em fevereiro em Porto Velho (RO) com o apoio da Atini, o vídeo mostra a história de Hakani e depoimentos contra o infanticídio, na voz de índios.

Ainda praticado por cerca de 20 etnias entre as mais de 200 do país, esse princípio tribal leva à morte não apenas gêmeos, mas também filhos de mães solteiras, crianças com problema mental ou físico, ou doença não identificada pela tribo.


Projeto de lei
O documentário aborda projeto de lei que trata de "combate às práticas tradicionais que atentem contra a vida", que tramita na Câmara desde maio passado. A Lei Muwaji, como é chamada em homenagem à índia que enfrentou a tribo para salvar sua filha com paralisia cerebral -caso que inspirou a criação da Atini-, estabelece que "qualquer pessoa" que saiba de casos de uma criança em situação de risco e não informe às autoridades responderá por crime de omissão de socorro. A pena vai de um a seis meses de detenção ou multa.


A proposta é polêmica entre índios e não-índios. Há quem argumente que o infanticídio é parte da cultura indígena. Outros afirmam que o direito à vida, previsto no artigo 5º da Constituição, está acima de qualquer questão.

"Nós vivemos sob uma ordem legal e a lei diz que o direito à vida é mais importante que a cultura", afirma Maíra Barreto, doutoranda em direitos humanos pela Universidade de Salamanca (Espanha), cuja tese é sobre infanticídio indígena.
Para ela, conselheira da Atini, há incoerência no fato de o Brasil ser signatário de convenções internacionais que condenam tradições prejudiciais à saúde da criança e não cumpri-las no caso dos índios.

Em 2004, o governo brasileiro promulgou, por meio de decreto presidencial, a Convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que determina que os povos indígenas e tribais "deverão ter o direito de conservar seus costumes e instituições próprias, desde que não sejam incompatíveis com os direitos fundamentais definidos pelo sistema jurídico nacional nem com os direitos humanos internacionalmente reconhecidos".

Antes disso, em 1990, o Brasil já havia promulgado a Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU, que reconhece "que toda criança tem o direito inerente à vida" e que os signatários devem adotar "todas as medidas eficazes e adequadas" para abolir práticas prejudiciais à saúde da criança.

O antropólogo Ricardo Verdum, do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), acha o projeto de lei uma intromissão no livre-arbítrio dos índios. "Querer impor uma lei é agressivo, é uma violência."

O antropólogo Bruce Albert, da CCPY (Comissão Pró-Yanomami), diz que, para os yanomamis, "só as crianças às quais se podia dar a chance de crescer com saúde eram criadas".

O missionário Saulo Ferreira Feitosa, secretário-adjunto do Cimi (Comissão Indigenista Missionária), vê no debate conflito entre a ética universal e a moral de uma comunidade. "Ninguém é a favor do infanticídio. Agora, enquanto prática cultural e moralmente aceita, não pode ser combatida de maneira intervencionista."
Para Márcia Suzuki, presidente da Atini, o debate originado a partir do projeto traz à tona a questão da saúde pública desses povos.

Ex-presidente da Funai afirma que sofreu "dilema'
O antropólogo Mércio Pereira Gomes, que foi presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio) nos quatro primeiros anos do governo Lula, admite que sofria "um dilema muito grande" no órgão diante da questão do infanticídio. Como cidadão, é contrário à prática, mas como antropólogo e presidente do órgão, discorda de uma política intervencionista.
Segundo ele, há de cinco a dez mortes por infanticídio no Brasil por ano. Para tornar a política indigenista mais eficiente, Gomes afirma que a questão da saúde, hoje com a Funasa, deveria voltar para a Funai, de onde saiu em 1999.

Para as tribos, explica, o índio só considera um ser como pessoa quando ele é recebido pela sociedade. "Quando se pratica infanticídio, do ponto de vista cultural -não do biológico-, ainda não se está considerando um ser como completo. A antropologia analisa desse modo. Sob essa lógica cultural, não é uma desumanidade."

Segundo ele, a Funai "não toma uma posição" sobre o infanticídio, mas busca intervir em alguns casos. "Há uma busca de soluções, como a adoção." Ele é descrente em relação aos efeitos de uma lei. "Quem vai poder fazer isso vai ser uma Funai com capacidade de dialogar."

Número de crianças mortas é desconhecido
O número de índios mortos por infanticídio no Brasil é uma incógnita. Nos dados da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) sobre mortalidade infantil indígena, ele aparece somado a óbitos causados por "lesões, envenenamento e outras conseqüências de causas externas".

Esse grupo responde por 0,4% do total das mortes de menores de um ano de idade, segundo os últimos dados disponíveis da Funasa, de 2006. Naquele ano, foram 665 óbitos no país por mortalidade infantil indígena.

A explicação do órgão para a falta de dados sobre mortos por infanticídio está na forma como a identificação ainda é feita. Quem contabiliza os óbitos e os repassa para a sede da Funasa são os 34 Dseis (Distritos Sanitários Especiais Indígenas) espalhados pelo país para atender aos cerca de 460 mil índios.

Wanderley Guenka, diretor há cerca de oito meses do Departamento de Saúde Indígena da Funasa, acrescenta que muitas vezes o problema é anterior à contabilização dos dados, quando nem é possível identificar que houve infanticídio. O problema aumenta, diz o servidor, quanto mais difícil for o acesso à aldeia e o contato regular com os índios.

"Em Mato Grosso do Sul, é fácil monitorar os índios desde a gestação. Eles estão mais próximos de centros urbanos. Na Amazônia, para chegar aos yanomamis, o deslocamento tem de ser aéreo ou com barco", afirma Guenka.

De acordo com o órgão, está sendo implantada uma política de investigação das mortes para que, com mais detalhes repassados pelos Dseis, a Funasa identifique a causa do óbito.

Para Márcia Suzuki, da ONG Atini, uma forma de diminuir os casos de infanticídio seria a realização de pré-natal nas aldeias, principalmente naquelas onde gêmeos são rejeitados. "Essas pessoas têm o direito de saber, por exemplo, que existe possibilidade de tratamento ou cirurgia para resolver certos problemas congênitos."

O médico sanitarista Douglas Rodrigues, que trabalha há mais de 20 anos no Projeto Xingu da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), relata que a falta de estrutura é um empecilho. "Já existe ultrassom portátil, mas nós não temos. A gente pede, o Ministério da Saúde não manda, fica nesse vai-não-vai. Ultrassom até hoje não está disponível no Xingu nem em lugar nenhum."

Rodrigues acrescenta, no entanto, que não é só a falta de estrutura que impede o trabalho dos profissionais de saúde. "Não dá para acompanhar a hora do parto a não ser que o índio avise. Se não avisar, quando vamos lá às vezes a criança já morreu."

Fonte:http://vozpelavida-midia.blogspot.com/2008/04/infanticdio-pe-em-xeque-respeito-tradio.html

O que você precisa saber sobre Infanticídio

A expressão infanticídio, do latim infanticidium sempre teve no decorrer da história, o significado de morte de criança, especialmente no recém-nascido.

Infanticídio é um crime contra a vida. Antigamente referia-se a matança indiscriminada de crianças nos primeiros anos de vida, mas para o Direito brasileiro moderno, este crime somente se configura se a mulher, quando cometeu o crime, estava sob a influência do estado puerperal, i.e., logo após o parto ou mesmo depois de alguns dias.

No Império Romano e também em algumas tribos bárbaras a prática do infanticídio era aceita para regular a oferta de comida à população. Eliminando-se crianças, diminuía-se a população e gerava um pseudo controle administrativo por parte dos governantes.

Na atualidade, a China é um país onde há elevado índice de infanticídio feminino. Neste país é prática comum cometer aborto quando o bebê é uma menina, o que gerou um desequilíbrio entre os sexos na população do país.

[editar] Infanticídio no Direito Penal Brasileiro
No Brasil, tem pena diminuída em relação ao crime de homicídio, vindo em dispositivo próprio do Código Penal (art. 123), desde que seja praticado pela mãe sob influência do estado puerperal (situação em que pode estar abalada emocionalmente). Por outro lado, não se encontrando a mãe neste estado anímico, caracteriza-se o homicídio.

A legislação penal brasileira, através dos estatutos de 1830, 1890 e 1940, tem conceituado o crime de infanticídio de formas diversas. O Código Penal de 1890 definia o crime com a seguinte proposição:

"Matar recém-nascido, isto é infante, nos sete primeiros dias de seu nascimento, quer empregando meios diretos e ativos, quer recusando à vítima os cuidados necessários à manutenção da vida e a impedir a sua morte".

O parágrafo único cominava pena mais branda, pois "se o crime for perpetrado pela mãe, para ocultar a desonra própria", o chamado infanticídio honoris causa. O Código Penal de 1940 adotou critério diverso, ao estabelecer em seu artigo 123: "Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante ou logo após o parto".

Por este motivo, o sujeito ativo é a mãe; embora seja admitida a hipótese de concurso de agentes, a maternidade uma condição elementar do crime.

O sujeito passivo somente pode ser o próprio filho, recaindo no homicídio se a vitima for outra criança que não a própria.

Este crime admite tentativa.

A legislação vigente adotou como atenuante no crime de infanticídio o conceito fisiopsíquico do "estado puerperal", como configurado na exposição de motivos do Código Penal: "o infanticídio é considerado um delictum exceptum quando praticado pela parturiente sob influência do estado puerperal"

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Infantic%C3%ADdio

quinta-feira, 18 de março de 2010

Colar lagdibá, você conhece?

Lagdibá é um fio-de-contas usado por sacerdotes africanos,no Brasil é usado por Babalorixás, Iyalorixás, Ogans, Ekedis,e pessoas de outros postos de graduação do Candomblé de todas as nações.
O Lagdibá jamais poderá ser usado por pessoas que não tenham cargo ou posto no Candomblé.
Esse colar é feito de chifre de búfalo cortado em rodelinhas,formando pequenos discos, normalmente é de cor preta,usados pelos filhos da terra Omolú, Xapanã e outros.
A MODA DO LAGUIDIBÁ
Na complexa e sofisticada tradição jeje-iorubana, o lagdibá (em português, laguidibá) é um fio preto de rodelas de chifre de búfalo, usado, tradicional e
ritualisticamente, em torno de cinturas femininas.
Ligado ao culto de divindades da terra, como Nanã,Omolu e Oxumarê, é peça de alto fundamento,podendo ser usada como colar, mas não aleatoriamente.
As divindades representadas no lagdibá são cultuadas de modo muito particular, com muito mistério e respeito. Tanto que "Omolu" é apenas o epíteto de um orixá ou vodum tão forte que seu nome não pode sequer ser pronunciado.
E este papo todo vem a propósito da "moda do lagdibá", que virou adorno obrigatório de pescoço de percussionista; e de alguns músicos "de raiz".
Raro hoje ver, no palco, um pandeirista, um tantanzeiro,um repiquista-de-mão, ou mesmo um violonista, que não se apresente com um lagdibá no pescoço.

Agora que você já sabe... muito cuidado!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Comentário de Pr. Washington Batista

Graça e paz a todos!
Quando assumimos a posição de Igreja do Senhor Jesus, passamos a herdar sua promessa que diz que as portas do inferno não prevalecerão contra nós.
Devemos sim descansar no Senhor no que tange a nossa proteção, mas também guerrear e não acomodar.
As portas do inferno existem e ela milita contra nós,somos alvos constantes de seus dardos inflamados, por isso temos que conheçer as armas do inimigo.
Eu, Washington Batista, já estive no territorio inimigo por 6 anos e sei que eles não estão brincando de nos atacar.
O Seminário "CONHECENDO A CULTURA DO INIMIGO" é um instrumento de Deus para sua vida, pois ele abrirá seus olhos à uma realidade que está bem debaixo do seu nariz!
FAÇA,CONHEÇA E VENÇA .

"POIS SOBRE TODAS ESSAS COISAS SOMOS MAIS QUE VENCEDORES".

Pr.Washington Batista
(Ex- Ogãn no candomblé)
Pastor Presidente da Igreja Batista Avivamento

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O que é Cultura Afro- Brasileira

Cultura afro-brasileira é o resultado do desenvolvimento da cultura africana no Brasil, incluindo as influências recebidas das culturas portuguesa e indígena que se manifestam em diversos expressões como, por exemplo, a música, a religião e a culinária.
Os estados do Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul foram os mais influenciados tanto pela quantidade de escravos recebidos como pela migração interna dos escravos, em virtude do fim do ciclo da cana-de-açúcar na região Nordeste.
Todas as manifestações culturais afro-brasileiras eram proibidas, desprezadas, desestimuladas e perseguidas porque não eram parte do universo cultural europeu, não representavam civilidade, mas sim, uma cultura selvagem e atrasada em contra-ponto à Europa em desenvolvimento.
Entretanto, a partir de meados do século XX, as expressões culturais afro-brasileiras começaram a ser gradualmente aceitas, admiradas e celebradas pelas elites brasileiras como expressões artísticas genuinamente nacionais.
Nem todas manifestações culturais foram aceitas ao mesmo tempo.
O samba foi uma das primeiras expressões da cultura afro-brasileira a ser admirada quando ocupou posição de destaque na música popular. Posteriormente, o governo da ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas desenvolveu políticas de incentivo do nacionalismo nas quais a cultura afro-brasileira encontrou caminhos de aceitação oficial. Por exemplo, os desfiles de escolas de samba ganharam nesta época aprovação governamental através da União Geral das Escolas de Samba do Brasil fundada em 1934. Outras expressões culturais seguiram o mesmo caminho.
A capoeira, que era considerada forma de briga de bandidos e marginais, foi apresentada, em 1953, por mestre Bimba ao presidente Getúlio Vargas que então a chamou de "único esporte verdadeiramente nacional". Durante a década de 1950, as perseguições às religiões afro-brasileiras diminuíram e a Umbanda passou a ser seguida pela classe média carioca.
Na década seguinte, as religiões afro-brasileiras passaram a ser celebradas pela elite intelectual branca.
Em 2003, foi promulgada a lei nº 10.639 que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), passando-se a exigir que as escolas brasileiras de ensino fundamental e médio incluam no currículo o ensino da 'O português que falamos no Brasil tem muitas palavras de origem africana, você sabia?
Isso acontece porque - principalmente durante o período colonial - os negros foram trazidos da África como escravos, para trabalhar na lavoura. Os africanos trouxeram consigo sua religião - o candomblé - e sua cultura, que inclui as comidas, a música, o modo de ver a vida e muitos dos seus mitos e lendas.
Trouxeram ainda - é claro - as línguas e dialetos que falavam.
Os povos bantos, que habitavam o litoral da África, falavam diversas línguas (como o quicongo, o quimbundo e o umbundo).
Muitos vocábulos que nós usamos freqüentemente vieram desses idiomas.
Quer alguns exemplos?
"Bagunça", "curinga", "moleque", "dengo", "gangorra", "cachimbo", "fubá", "macaco", "quitanda"... Outras palavras do português falado no Brasil também têm raízes africanas.
Muitas delas vêm de diferentes povos do continente, como os jejes e os nagôs (que falavam línguas como o fon e o ioruba). Palavras como "acarajé", "gogó", "jabá" e muitas outras passaram a fazer parte do nosso vocabulário, foram incorporados à nossa cultura.
Em geral, trata-se de nomes ligados à religião, à família, a brincadeiras, à música e à vida cotidiana.
Quer um exemplo bem trivial?
"Bunda". Essa palavra também é africana, pode ter certeza.
Se não fosse por ela, teríamos que dizer "nádegas", que é efetivamente o termo português para essa parte do corpo humano.
Da mesma maneira, em vez de "cochilar", teríamos que dizer "dormitar".
Em vez de "caçula", usaríamos uma palavra bem mais complicada: "benjamim". Empolado, não é?
Dizem que a língua banta tem uma estrutura parecida com o português, devido ao uso de muitas vogais e sílabas nasais ou abertas. Deve ser verdade, observe os sons da palavra "moleque" e de "gangorra".
Parece também que o jeito malemolente (isto é, devagar e cheio de ginga) de falar facilitou a integração entre o banto e o português.
A verdade é que hoje a gente usa tantas palavras africanas que nem repara em sua origem.
Quer ver?
O que seria do Brasil sem o "samba"?
E tem mais: "cachaça", "dendê", "fuxico", "berimbau", "quitute", cuíca", "cangaço", "quiabo", "senzala", "corcunda", "batucada", "zabumba", "bafafá" e "axé".
Para quem não sabe, "bafafá" significa confusão.
E "axé" é uma saudação com votos de paz e felicidade.
O prefixo "afro" Antes de terminar, é bom lembrar que hoje é muito comum o uso do prefixo "afro" (relativo à África), em palavras como afro-brasileiro, afro-descendente, afro-americano.
Repare que essas palavras, assim como o próprio prefixo, são adjetivos. E a gramática manda que palavras formadas por prefixos que sejam formas adjetivas sejam separadas por hífen.
Ora, "afro" é redução de "africano".
Portanto, afro-brasileiro é algo ou alguém com características ou origem africanas e brasileiras e afro-descendente é algo ou alguém que descende de africanos.
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_afro-brasileira
Obs: É necessario conhecer a nossa história, apreciar e estudar, mas, antes de tudo devemos saber o que realmente é cultura para que esta possa influênciar a nossas vidas.
A Cultura-Afro não vem da senzala e muito menos das religiões africanas , a Cultura Afro faz parte de um povo que é a imagem e semelhança de Deus e que foi vítima das armadilhas do Diabo!

Letra do Samba Enredo da Escolade Samba Imperatriz Leopoldinense do Rio de Janeiro

Obs:Leia com atenção a letra desse Samba Enredo

Samba Enredo da Escola Imperatriz Leopoldinense
Letra:

Brasil de Todos os Deuses

Terra abençoada!
Morada divinal
Brilha a coroa sagrada
Reina Tupã, no carnaval…
Viu nascer a devoção em cada amanhecer
Viu brilhar a imensidão de cada olhar
Num país da cor da miscigenação
De tanto Deus, tanta religião
Pro povo, feliz, cultuar

O índio dançou, em adoração
O branco rezou na cruz do cristão
O negro louvou os seus orixás
A luz de Deus é a chama da paz

E sob as bênçãos do céu
E o véu do luar
Navegaram imigrantes
De tão distante, pra semear
Traços de tradições, laços das religiões
Oh, deus pai! Iluminai o novo dia
Guiai ao divino destino
Seus peregrinos em harmonia
A fé enche a vida de esperança
Na infinita aliança
Traz confiança ao caminhar
E a gente romeira, valente e festeira
Segue a acreditar…

A imperatriz é um mar de fiéis
No altar do samba, em oração
É o Brasil de todos os deuses!
De paz, amor e união…

A História do ...Carrum Navalis, Carnevale, Carnaval...

Em Roma, em Glória ao deus Saturno, comemoravam-se as Saturnais.
Esse festejos eram de tamanha importância que tribunais e escolas fechavam as portas durante o evento, escravos eram alforriados, as pessoas saíam às ruas para dançar.
A euforia era geral.
Na abertura dessas festas ao deus Saturno, carros buscando semelhança a navios saíam na "avenida", com homens e mulheres nus.
Estes eram chamados os carrum navalis.
Muitos dizem que daí saiu a expressão carnevale.
A história do carnaval começa no princípio da nossa civilização, na origem dos rituais, nas celebrações da fertilidade e da colheita nas primeiras lavouras, às margens do Nilo, há seis mil anos atrás.
Os primeiros agricultores exerciam a capacidade humana, que já nas nas cavernas se distingiuia em volta da fogueira, da dança, da música, da celebração.
Foram na intenção da Deusa Isis, no Egito Antigo, as primeiras celebrações carnavalescas.
Com a evolução da sociedade grega evoluiram os rituais, acrescidos da bebida e do sexo, nos cultos ao Deus Dionisus com as celebrações dionisíacas.
Na Roma Antiga bacanais, saturnais e lupercais festejavam os Deuses Baco, Saturno e Pã.
A Sociedade Clássica acrescenta ainda uma função política de distenção social às celebrações, tolerando o espírito satírico, a crítica aos governos e governantes nos festejos.
A civilização judaico cristã fundamentada na abstinência, na culpa, no pecado, no castigo, na penitência e na redenção renega e condena o carnaval e muito embora seus principais representantes fossem contrários à sua realização, no séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a sua evolução imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras quando permitiu que em frente ao seu palácio, na Via Lata, se realizasse o carnaval romano.
Como a Igreja proibira as manifestações sexuais no festejo, novas manifestações adquiriram forma: corridas, desfiles, fantasias, deboche e morbidez.
Estava reduzido o carnaval à celebração ordeira, de carater artístico, com bailes e desfiles alegóricos.
Depois do Egito, o primeiro, do segundo em Grécia e Roma Antigas e do terceiro, no Renascimento Europeu, particularmente em Veneza, o Carnaval encontra no Rio de Janeiro o seu quarto centro de excelência resgatando o espírito de Baco e Dionisus em tese de Hiram Araújo, estudioso do carnaval e do samba, ao contar uma história que completa seu sexto milênio e que acompanha a própria história da humanidade, a história do carnaval, considerando os seus Centros de Excelência, dividida em quatro períodos: o Originário, (4.000 anos a.C. ao século VII a.C.), o Pagão, (do século VII a.C. ao século VI d.C.), o Cristão ( do século VI d.C. ao século XVIII d.C.) e o Contemporâneo (do século XVIII d.C. ao século XX).

"Centros de Excelência responsáveis pela criação e irradiação dos modelos da festa.
Cada Centro de Excelência do Carnaval, age como verdadeira usina de forças centrípetas absorvendo as culturas dos povos e de forças centrífugas irradiando os modelos de carnaval para o mundo.
Os padrões de carnaval irradiados sofrem adaptações nas cidades em que os carnavais ocorrem."

Fonte:http://luciajardimdasletras.blogspot.com

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

FAN - FESTIVAL INTERNACIONAL DE ARTE NEGRA

Há a 5 anos a Prefeitura de Belo Horizonte por meio da Fundação Municipal de Cultura promove o Fan - Festival de Arte Negra.
Em 2009 o Fan foi comemorado de 3 a 8 de novembro na orla da Lagoa da Pampulha onde, os congos de BH receberam congos da França.
Muita música, dança, teatro, cinema, literatura, gastronomia, artes plásticas e artesanato tomaram conta da Pampulha.
Artistas do Brasil , África e do Caribe celebraram a Cultura!
Precisamos participar de eventos culturais como este e fazer conhecer a unção que está sobre nós.
Um evento como o Fan tem grande repercussão e muitas formas de apresentar a Cultura Afro.
A arte negra não está somente nas sensalas ou nas crenças africanas mas, na vida do povo de Deus.
Entre os muitos artístas que participaram do evento esteve presente o senegalês "Mamour Bá" com sua banda "Conexão African Beat".
O multi-instrumentista, compositor e arranjador trouxe ritmos tribais ao utilizar técnicas de tambor ,djembê, congas, tambores de base, canto, violão, interpretação e dança, mas o que chamou atenção nesta apresentação foi a participação especial de um servo de Deus na guitarra, Camilo César é o nome dele.
Estivemos lá e concluimos que muito deixamos a desejar para o reino de Deus.
Um momento como este podemos não só aprender culturalmente mas, apresentar muito mais que um talento, podemos ministrar e evangêlizar através das nossas atitudes e da nossa preciosa cultura que é Jesus.
No próximo Fan vamos participar!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Depoimento de José Roberto( Betinho da Cuica), ex-intergrante da Bateria da Escola de Samba Mangueira sobre a Cultura Brasileira

Falar de cultura e conciliar a vida cristã é muitas vezes delicado.
Existe muita repressão do meio Cristão em relação a coisas culturais.
Sofremos muita discriminação pelos nossos próprios irmãos em cristo e assim eu te pergunto:
Qual é a cultura do nosso país?
Vocês poderiam me responder, várias, mas a que mais se destaca é o samba.
Muitos cristãos já convertidos como eu, eram do mundo do samba.
Eu José Roberto, o Betinho da Cuica, cresci e fui criado na Comunidade da Mangueira ,toquei por algum tempo na bateria da "Escola de Samba da Mangueira" e hoje dou aula de percussão as crianças da minha comunidade. Essa é a cultura onde nasci e fui criado, esse é um mundo que eu me sinto bem, mas isso não quer dizer que eu não tenha compromisso com a palavra de Deus.
A Cultura é muito importante na vida das pessoas e não é pelo fato de você se converter que você não possa apreciar a arte, afinal ela é uma forma de cultura.
Muitas igrejas, líderes e irmãos, simplesmente discriminam porque não aceitam a cultura .
Vou dar um exemplo: Um sobrinho de um aluno meu de percussão, na época ele devia ter uns oito ou nove anos de idade, vivia sendo chamado pela sua mãe, seu tio e todos da família de "encapetado", porque ele era muito levado.
Um dia eu ouvi eles chamando o menino desse nome e tomei a liberdade de falar com seu tio e com sua mãe sobre a seriedade das palavras liberadas através da nossa boca e eles pelo respeito que tem e sempre tiveram por mim me escutaram. Apartir de então passaram a chamá-lo de"ABENÇOADO".
Hoje, ele deve ter onze ou doze anos de idade. Dia 15 de Janeiro de 2010 eu tive o prazer de reencontrá-lo junto de seu tio. Eles passaram em minha casa antes de desfilar no ensaio técnico da escola de samba da Mangueira. Aí o tio dele falou:
Betinho, ... adivinha para onde o "Abençoado" vai amanhã?
E eu respondi : Não sei!
E o tio respondeu: Para a igreja!
Fiquei muito feliz e vi a mão de Deus em minha vida , então o "Abençoado" olhou para mim com uma carinha de interrogação e falou:Puxa Betinho,DEUS podia deixar a gente ir na igreja e também no samba né?
Aquilo me deu uma pena, senti como se ele quizesse conciliar ou ter a permissão de DEUS para poder usufruir da sua própria cultura que é o samba.
Aí eu te pergunto!?
Claro que temos várias respostas para essa pergunta. Mas, porque não adotamos a nossa cultura nas nossas igrejas?
Por exemplo: Um louvor bem sambão ou bem pagodão?
Vocês poderiam responder que já tem, mais será que as pessoas verdadeiramente louvam com o pagodão ou o sambão como faziam no mundo?
Ou fazem acoados, com mêdo na pura hipocrisia?
Será que as pessoas louvam com alegria e com a mesma simplicidade que faziam no mundo como a cultura pede?
Onde está ou onde fica nossa cultura já que não podemos nem louvar ou dar nosso melhor para DEUS?
Precisamos rever estes conceitos, afinal esse dom de louvar e tocar vem de Deus!!!
Um grande abraço
"Betinho da Cuica"
(Ex-integrante da Bateria da Mangueira)

domingo, 17 de janeiro de 2010

A Cultura e o Entretenimento

Satanás gosta da palavra “Cultura”, através dela ele chega em lugares sutilmente.
É preciso estar informado e não distrair.
Hoje, o diabo entra pela porta da frente e nós nem percebemos.
A cada dia que passa o cinema brasileiro cresce e torna mais reconhecido internacionalmente, isso graças ao apoio da a "Lei de Incentivo a Cultura".
O entretenimento ganha maior espaço ,apoio dos governos e das autoridades e o mercado cinematográfico tende a crescer cada dia mais. Sem dúvida todo crescimento e conhecimento é muito importante, mas através disto, mensagens são impostas de forma peculiar e com muita sutileza.
Vivemos um momento delicado com relacão a pedofila, mas existe uma extrema incoerência em relação aos filmes que estréiam na telona, filmes estes que falam de sensualidade, prostituicão, incesto e marginalidade.
O Curta Metragem brasileiro, YANSAN é um desenho infantil feito por japonêses e retrata uma histórinha de pequenos orixás em um triângulo amoroso, entre Iansã, Ogum e Xangô, onde fica explícita a relação sexual.
A Cultura hoje, tem uma linguagem que impõe valores.
O verdadeiro sentido do conhecimento, caiu na a sublimidade dos valores de forma bastante sutil.

Curiosidades sobre alguns filmes retratados:


Belline e o Demônio

O filme Belline e o Demônio vem do livro de mesmo nome

escrito pelo músico e compositor Tony Belloto integrante da Banda Titãs.
O filme conta com a participação do ator Fábio Assunção que interpreta o detetive Belline, o qual investiga onde esta o livro satânico usado para matar pessoas.
No filme o ator Fábio Assunção interpreta um personagem detetive, dependente de drogas, de bebida e entra na Magia Negra em busca do livro sagrado.
O Filme foi gravado no ano de 2006 na cidade de São Paulo e será exibido no ano de 2010. Sua pré estréia foi no dia 29 de setembro na cidade do Rio de Janeiro.
Dois anos após gravar este filme o ator Fábio Assunção estava completamente dependente de drogas e afastado da novela “Negócio da China” por não ter condições para trabalhar.
Durante a preparação para encarnar o detetive Bellini, no filme Bellini e o Demônio, Fábio Assunção teve acesso de raiva e quase enforcou Nill Marcondes.
"Acho que não era eu, devia ser o demônio", explica Fábio Assunção.
Coisas muito estranhas aconteceram nas gravações desse filme.
Os atores tiveram a ajuda do preparador de elenco Sérgio Penna, que os acompanhava nos ensaios pelo Centro de São Paulo à noite.
Uma cobra coral apareceu no set de filmagem sem ninguém ver ou colocá-la.
Nos textos impressos para os atores estudarem sua
parte, a palavra demônio não imprimia, o espaço ficava em branco.
Palavras do ator Fábio Assunção:
“Buscamos o lado da magia negra, temos rituais no filme, e procurei dar minha versão sobre o que seja o demônio”.
“Acredito em forças negativas e positivas, as energias estão aí”.
"No longa do diretor Marcelo Galvão, Bellini é contratado para
achar o Livro da Lei, espécie de bíblia satânica que ao abrir
vem escrito: quando terminar de ler destrua-o, não empreste
a ninguém", diz Assunção

Filme Besouro:

Teve sua estréia no dia 30 de Outubro de 2009 em todo o Brasil.
O filme fala sobre a capoeira e os Orixás. Ele conta a história dos negros na década de 20 e do capoeirista baiano chamado Besouro que teve o corpo
fechado por Orixás.
Besouro é lembrado até hoje nas rodas de capoeira.
Quem é capoeirista conhece a história de Besouro.
O Filme, conta porque de todo capoeirista tem que ter outro nome, além de deixar claro quem são os orixás que regem a capoeira.
A crítica de cinema questionou o filme porque,segundo eles a história não retrata a vida do capoeirista e a arte em si, mas a verdade é que o filme não quer retratar a capoeira em si, mas o que esta por de trás dela. E quem conhece o lado espiritual sabe!
Este filme será indicado a concorrer o Oscar.

Filme"Remix Yansan":

Filme de animação, fala sobre a orixá dos ventos e das tempestades e suas aventuras amorosas com Ogum e Xangô.
“Yansan” mostra a peculiaridade não só na estética e nos planos belíssimos de um Japão entristecido, mas faz um estudo particular dos sentimentos dos seus personagens.
O poder do mito Yorubá insolitamente contextualizado num Japão futurista.
Lançado em julho do ano de 2007, no festival de cinema em Tiradentes - MG.
Um curta onde, a mocinha é um orixá.

Diretor: Carlos Eduardo Nogueira Gênero : Animação,
Conteúdo: Adulto e infantil
Ano de Lançamento :2006 Duração 18 min Colorido 35mm Brasil Yansan e Xangô vieram juntos ao mundo. Um pertence ao outro. Eles morrerão no mesmo dia.


Outros filmes:

Jardim das folhas Sagradas

A Devoção
Ó pai,Ó
Didi quer ser criança
Do começo ao fim

Obs: Todos estes filmes falam das crenças em santos, nos orixás, na relação incestuosa e sensualidade.
Assista alguns vídeos e tire suas próprias conclusões.

História da Praia de Copacabana no Rio de Janeiro

Copacabana é um dos bairros mais famosos da cidade do Rio de Janeiro, Brasil.
Localizado na zona sul da cidade, na avenida Nossa Senhora de Copacabana tem em torno de 150.000 habitantes de todas as classes sociais.
Copacabana é uma praia em formato de meia-lua, apelidada de Princesinha do Mar devido a sua aura poética, famosa desde as décadas de 1930, 1940 e 1950.
Bairro de boêmia, glamour e riqueza, Copacabana deu origem a muitas músicas, livros, pinturas e fotografias,tornando-se referência turística do Brasil.
Na Bolívia, Copacabana é o nome dado a uma cidade situada às margens do Lago Titicaca, fundada sobre um antigo local de culto Inca homônimo.
Segundo a lenda na Bolívia, Nossa Senhora teria aparecido no local para
um jovem pescador, que em sua homenagem esculpiu a imagem da santa, que ficou conhecida como Nossa Senhora de Copacabana.
Por ser patrona das águas, muitos navios espanhóis que saíam dos portos do Peru e Bolívia, levavam cópias dessa imagem, e assim foi que uma delas veio parar no litoral carioca, fundando se a antiga igreja de Nossa Senhora de Copacabana, construída por comerciantes espanhóis.
Logo a paróquia cresceu em importância e o bairro adotou o nome abandonando o antigo nome tupi.

Fonte: http://www.wikipedia.org

Por isso a Praia de Copacabana leva o mesmo nome do bairro e avenida, onde foi fundada a igreja de Nossa Senhora de Copacabana no Rio de Janeiro pelos espanhóis.
Assim, o nome da santa, Nossa Senhora de Copacabana, que segundo a lenda apareceu na Bolívia as margens do lago Titicaca é o mesmo nome da cidade onde se encontra o lago.
E você sabe o que representa o tão conhecido desenho do Calçadão de Copacabana ?
o desenho do calçadão de Copacabana representa o ponto riscado de Iemanjá na Umbanda.
O desenho das ondas , remete a ligação com a rainha das águas, por isso as famosas oferendas de passagem de ano são entregues a Iemanjá na Praia de Copacabana.
A Praia de Copacabana é conhecida também pela música de "Copacabana" que fala das sereias que representam Iemanjá.
E para finalizar, Nossa Senhora de Copacabana foi vista as margens da águas, por isso existe associação a Iemanjá.

Saiba o que aconteceu quando o Cristo Redentor foi introduzido no Corcovado na Cidade do Rio de Janeiro

Antes de ser construído, na Cidade do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor era motivo de a discussões e até hoje divide o país entre católicos e protestantes.
Inicialmente os líderes da Igreja Batista eram contrários à construção
do mesmo. Na época chegaram a propor que o dinheiro arrecadado fosse
usado na construção de uma obra beneficente na cidade do Rio de Janeiro.
Em 22 de março de 1923, seguidores da Igreja Batista declararam em nota publicada em "O Jornal Batista", órgão oficial da Convenção Batista Brasileira, seu desgosto quanto à construção do Cristo Redentor.
A nota dizia:
“Será a um tempo, um atestado eloqüente de idolatria da igreja de Roma e uma afronta a Deus”.
Eles afirmavam também que:
“No dia em que tal crime se consumar, bom seria que todos os verdadeiros cristãos no Brasil se reunissem em culto penitencial, para pedir a Deus que não imputasse a todo o Brasil esse grande pecado, cuja responsabilidade deve recair sobre a Igreja Católica e sobre os governantes que não souberam ou não quiseram fugir à armadilha, preparada por ela com a isca do patriotismo".
E ainda que:
"Os que tiveram a infeliz idéia de erigir o monumento ao Cristo Redentor, não tiveram a intenção de honrar a Cristo, mas sim a de engrandecer o Catolicismo Romano. Se tivesse a intenção de honrar a Cristo, procurariam fazer um monumento não no Corcovado mas sim no coração de cada um.
No coração é que Cristo quer reinar.
Eles, porém, pretendem honrar a Cristo, desonrando-o,fazendo aquilo que ele terminantemente proibiu — fazendo lhe uma imagem de escultura"
Fonte da Reportagem: http://pt.wikipedia.org

Localização: Cume do Morro do Corcovado.
Cidade mais próxima: Rio de Janeiro, Brasil
Coordenadas: 22°57′6.26″S, 43°12′37.66″W
Criação: 12 de outubro de 1931
Visitantes: 1 milhão (em 2008)
Gestão: Getúlio Vargas

Sem dúvida que o Cristo Redentor é uma obra maravilhosa e hoje considerada uma das sete maravilhas do mundo. Ele é um ponto turístico deslumbrante onde, milhares de pessoas de diversas nacionalidades e credo passam por lá para conhecer e fotografar.Mas, precisamos ter conhecimento da história para entender o porquê de uma cidade que tem como símbolo uma Imagem gigantesca de Cristo não ter a paz que ele remete.Talvez a resposta esteja na própria história acima.

Obs: Assista o vídeo da inauguração da Imagem do Cristo Redentor na cidade do Rio de janeiro.

Você conhece o Acarajé? Sabe a sua origem?

O Acarajé é um prato muito conhecido no Brasil e fortemente admirado e saboreado pelos brasileiros e pelos turistas.
Sua origem é explicada por um mito.
O acarajé é o principal atrativo no tabuleiro da baiana.
O bolinho se tornou uma oferenda a esses orixás.
Mesmo ao ser vendido num contexto profano, o acarajé ainda é considerado, pelas baianas, como uma comida sagrada. Por isso, a sua receita, embora não seja secreta, não pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelos filhos-de-santo.
A história diz que:
O primeiro acarajé quando pronto pela baiana sempre é oferecido a exu pela primazia que tem no candomblé.
Os seguintes são fritos normalmente e ofertados aos orixás para os quais estão sendo feitos.
O acará oferecido ao orixá Iansã é feito num
tamanho de um prato de sobremesa na forma arredondada
e ornado com nove ou sete camarões defumados.
O acará de xangô tem uma forma Ovalar imitando o cágado
que é seu animal preferido e cercado com seis ou doze
pequenos acarás de igual formato.
Existem muitas baianas que se converteram e hoje continuam vendendo o Acarajé com o nome de "Bolinho de Jesus".
A Bíblia nos diz que uma vez que comemos uma comida consagrada e não sabemos nenhum mal há, mas uma vez que comemos sabendo sua prcedencia estamos compartilhando do impuro.
Assim, é preciso que cada um tenha consciência do que come!

“Mas nem em todos há conhecimento;porque alguns até agora comem no seu costume para com o ídolo coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência,sendo fraca, fica contaminada.”1 Coríntios 8:7

Obs:Assista o vídeo sobre o Acarajé

sábado, 16 de janeiro de 2010

A Capoeira, o que devemos saber a respeito dela.

A capoeira é o processo complexo constituído pela fusão de fatores de várias origens...
Dos africanos foi herdado, os movimentos e o ritmo que são considerados rituais fundamentais do candomblé.
É necessário analisar os fundamentos que regem a capoeira.
Afinal porque a própria tem um batismo?
Há determinadas coisas que jamais poderão ser consagradas a Deus, pois a essência espiritual não possibilita.
A capoeira está incluída.
Obs: Assista o documentário do canal ESPN sobre a Capoeira e veja a suas origens.
Hoje ela é considerada Patrimônio Mundial, isso é Cultura!

O que é Sincretismo

Segundo o dicionário Aurélio:
Sincretismo é a Fusão de elementos culturais diferentes,
ou até antagônicos em um só elemento.
Sincretismo Religioso:
Oxalá = Jesus
Oxum = Santa luzia, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora das Candeias
Oxumaré = São Bartolomeu
Oxóssi = São Sebastião
Obá = Santa Catarina, Santa Marta
Xangô = São Francisco Assis, São Pedro, São João Batista, São Jerônimo
Ogum = São Jorge, Santo Antônio
Obaluaiê = São Roque
Ibeji = São Cosme e Damião
Iansã = Santa Bárbara
Logunedé = Santo Expedito
Ogum = São Jorge, Santo Antônio
Obaluaiê = São Roque
Nanã = Santa Ana (Mãe de Maria)
Iemanjá = Maria Mãe de Jesus, Nossa Senhora dos Navegantes
Omulu = São Lázaro

Quem são os Orixás

Divindades da religião Yorubana.
Simbolizam as forças naturais.
Os orixás residem na costa da África e são atraídos pelo cântico e ritmo dos tambores em sua honra, encarnaram se, apossando dos seus instrumentos vivos como os médiuns, cavalos, intérpretes, falando e tomando o
aspecto que tiveram na terra.
De onde vieram?
Os orixás vieram da Cultura Jeje-nagô, passaram para os negros do grupo banto, que não tinham divindades com intensidade de culto, capaz de influir e determinar o sincretismo que as religiões yorubanas provocaram com o catolicismo, tornando os mesmos orixás, as formas materiais dos santos e designando-os pelo nome destes.
Conheça alguns Orixás e as áreas que eles atuam:
Oxalá: Defeitos de nascença são provocados por Oxalá e para se redimir com estas pessoas ele faz questão de cuidar delas .Oxalá muda de nome conforme a situação.
Iemanjá: À deusa das águas, recorrem as mulheres que não conseguem engravidar, porque é Iemanjá quem controla a fertilidade, simbolizada em seu corpo robusto, forte, em seus seios volumosos e na aparência sensual
Obs: Atua não só na sensualidade mas, na fertilidade das mulheres.
Nana Burucu: Trabalha junto do orixá omolú, traz doenças sem cura como o câncer.Danifica emocionalmente as pessoas.
Ogum: Sua principal função é abrir caminho, mas quando contrariado ele envia o exu tranca rua para amarrar os caminhos.
Obs: Este orixá tem sob seu comando, vários exus e catiços de rua
Omolú: Provoca enfermidades, principalmente de pele e leva os enfermos a morte. Carrega com ele espíritos de morte.
Oxum: Fertilidades,Relacionamentos( Amor),Vaidade( Beleza, Narcizismo)
Prosperidade (Riqueza),Sedução pelo Brilho.
Ibeji Beji: Este Orixá atua diretamente nas crianças.
É importante que as crianças não aceitem balas, pipocas, gelatina e pirulito de pessoas estranhas ou até mesmo conhecidas que oferecem presentes desse tipo gratuitamente. O mês de setembro e Outubro é direcionado aos Gêmeos Ibeji.
Oxumarê: homossexualidade ,Lesbianismo, Vaidade financeira, Ostentação e Soberba.
Exu: Amarrar a área financeira,Prostituição,Infidelidade,Contendas,Morte, Confusão.

O que significa a palavra AXÉ

A palavra Axé é de origem yorubá e muito usada nas casas de Candomblé.
Axé significa "força, poder", mas também é empregada para sacramentar certas frases ditas entre o povo de santo, como por exemplo: “Eu estou muito bem” e o outro responde: “Axé!”.
Esse “axé“ aí dito equivaleria ao "Amém" do Cristianismo.
O Axé ainda pode significar a própria casa de Candomblé em toda a sua plenitude. Daí, uma Yalorixá também ser chamada de “Mãe do Axé” ou a pessoa responsável pelo zelo do Axé ou força da casa de Orixá.
Axé também pode significar “Vida”. E tudo que tem vida tem origem. Chamar a vida é chamar o Axé e as origens.
Os Orixás são Axé, os Orixás são vida.

O que é a Umbanda:

A umbanda é uma religião africana das tribos Nagôe da Angola.
Têm como base a fé, adoração e cultos aos orixás.
Foi implantada no Brasil na chegada dos escravos que trouxeram das suas tribos sementes de satanás que hoje tem força maior nos estados do
Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais.

O que é o Candomblé

O Candomblé é oriundo das tribos africanas e chegou ao Brasil em forma de festas feitas na época da escravidão.
Tomou força tal que hoje é uma religião aceita de forma legal e considerada como cultura.
Tem como ponto inicial no Brasil o estado da Bahia,onde a sua semente foi plantada por escravos e hoje milhares de pessoas são adeptas as práticas e rituais dessa religião.
O candomblé é dividido por nações sendo elas:
Alaketo, keto, Efôn, Nagô, Angola Jejê – Marhim.
Cada uma delas tem um rei, (um orixá) que rege e comanda toda hierarquia desse reino.

O Folclore

Folclore é um gênero de Cultura de origem popular.
Ele é constituído pelos costumes e tradições populares, transmitidos de geração em geração e com influências vindas da colonização.
Todos os povos possuem suas tradições, crendices e superstições, que se transmitem através de lendas, contos, provérbios, canções, danças, artesanato, jogos, religiosidade, brincadeiras infantis, mitos, idiomas e dialetos característicos, adivinhações, festas e outras atividades culturais que nasceram e se desenvolveram com o povo.